"ainda tenho resmas de papel para escrever. a viagem está segundo a segundo a ser registrada. quando faltar o papel escreverei sobre a pele do viajante, na pálpebra devoradora dos meteoros, por cima da chuva da noite densa." (al berto)
Decidi não amá-lo.
Le soleil brile dans des le ciel bleu...oui !
"Olhei bem para ele, de carne e osso; eu carecia de olhar, até gastar a imagem falsa do outro Diadorim, que eu tinha inventado. (...) "se é o que é - eu pensei -  eu estou meio perdido...""
"quanto mais ando, querendo pessoas, parece que entro mais no sozinho do vago..." G.R., página 288
basta olhar para as minhas pernas para ver que me fiz torta.
É possível amar um homem sem falo,
Mas não é possível amar um homem sem culhões.
colecionar quartos de hotéis
colecionar camas e
sonhos
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. " g.g.m

espera
tinha as perninhas tortas. e os ossos bem aparentes. um sorriso tímido qualquer. e pensava, que por suas perninhas tortas e seus ossinhos aparentes ninguém nunca a notaria. ou notaria, mas para caçoar dela. como os meninos poderiam ter olhos para tantos ossos pregados à pele? usava do seu sorriso, o seu tagarelar constante, como que para esconder a falta de carne a preencher. teve um primeiro amor, que na amizade se esquivou. teve um segundo amor. e que surpresa ao perceber que era correspondida. era correspondida? certo que não. era o menino mais bonito da sala. certo que correspondia como uma maneira de brincar com ela. que caçoar daquelas pernas tornas. das duas calças que usava na escola para dar um preenchimento que a carne não lhe dava. teve outros amores. e correspondiam todos. e ela sempre a imaginar que era uma forma de fazer piada com os ossos delas. a sorridente menina, amiga dos meninos. que teria de interessante nela? a menina cheia de ossos foi crescendo, e pelos seus olhos de gaivota foi vendo o fascínio dos meninos pelos seus ossos. pelos olhinhos miúdos que se escondiam na cara cheia de sardinhas. e inocentemente a menina das perninhas tortas foi conquistando corações. os mais impossíveis e difíceis ela colecionava. até que um dia, por escolha, decidiu entregar seu sentimento mais bonito, entregar todo o seu coração,s eu destino, seu futuro, seu cheiro a um menino, também menino, também de pernas tortas, também de ossos aparentes e cheiro escondido.

e este foi o primeiro menino que a menina não conquistou.



Tão lenta
Para colocar as coisas no passado

Tão rápida
Para colocar as coisas no futuro

O maior espaço do mundo

nonada ∞
Me perdi.
"as coisas tangíveis
Tornam-se insensíveis 
à palma da mão"

C.D
Conhecer e amar seus defeitos.
texto perdido entre meus cadernos.
em algum momento de 2009.


mas me doía tanto, tanto, que nem mesmo sabia de onde vinha tamanha dor. apenas doía, fundo e agudo e me confundia. era tamanha dor que eu ia perdendo a noção das coisas. perdera até mesmo a noção de quem era e do que fazia, apenas ia fazendo seguindo um extinto que nascia sei lá de onde.eu era extinto. pura sobrevivência e com essa tamanha dor eu tinha apenas uma sobre-vida. eu era dor, aguda , confusa. e de toda aquela confusão, pessoas correndo de um lado para o outro, gritos, choros, soluços, e no meio daquela confusão vi uns pés assim juntinhos, parados, tímidos. vi uns pés negros, sujos, tímidos, que chegavam até a dar dó. e desses pés nasciam canelas finas e machucadas que se insistiam de pé naquela confusão. e daquelas canelas nasciam pernas trêmulas, tímidas e fracas e postos a essas perninhas amargas e inocentes se postavam duas mãozinhas, delicadas, que se agarravam uma a outra. vezenquando uma dessas mãozinhas se separavam e iam lentamente, no meio dos gritos e soluços encontrar os olhos. os olhos daqueles pezinhos negros, das canelinhas finas e das perninhas trêmulas. os olhos que choravam lágrimas secas. os olhos firmes, tristes, daquelas mãozinhas delicadas, aqueles olhos que deus, fitei tanto. aqueles olhos a encontrar os dedinhos incertos. que deus, que cor era aqueles olhos?
Abraçar você é como estar em casa
coração palpita
Dispara
E apita
Quero cheirar seu cabelo
Bem assim, num canto escondido da nuca
E deitar meu amor em você 


Mal sabe ele que, se quiser, tem meu coração.
Pegou o meu prato e severo e doce disse: "com a sua licença, não é assim que faz! Ta muito seco esse negócio. Deixa eu ajeitar pra ti"
Retornou então o meu prato, servido como uma barreado deve ser. E estava muito melhor temperado de gentileza.


Ditado se uma hipster em crise: uso o couchsurfing de tinder.
Louca Foz
A melhor parte de estar aqui  é que vou embora

Desde que decidi te escrever, o sentimento dentro de mim se acalmou. Fiquei com medo de ter matado você. Mas se eu tiver te matado, você me perdoa? As veze é necessário. É que sou meio assim, de paixões voláteis. Mas talvez seja apenas uma estratégia de me proteger de mim mesma e da minha burrice. Para eu não deixar que minha paixão me faça cometer um ato desses bem burro. Não me deixe tropeçar em praça pública bem assim quando você passa. É uma espécie de aquietação. E o problema é não to conseguindo sonhar. Não consigo criar histórias. Como se a vida fosse cuidar disso por mim. Então eu deixo. Te guardo dentro. Sem te matar em mim. E na hora incerta que será a certa, te encontro num susto.
Vou escrever cartas de amor para você.
Você que sabe que eu existo, que outro dia mesmo trocou palavras e pequenos sorrisos. Você sabe que eu existo. Mas não sabe o quanto você existe em mim. Vou escrever para você. Porque vivo vidas e histórias pensadas sobre você. Sobre nós. Gosto de alimentar paixões platônicas. 
Deve ser gostoso saber que alguém, viajando por aí, com todo o mundo a sua frente pense em você. Com tanto amor, desejo, que chega a dar frio na barriga. Feito paixão juvenil. Pois saiba que penso em você.
Meu último amor platônico eu matei. Não quero matar você. Queto concretizar você.
Sabe, eu to viajando. E desde que comecei a pensar em você assim, feito sonho bom, já estive em muitos lugares.
Agora to de frente pro mar, não sei como se chama essa praia. To usando 6 blusas e 3 calças. Mas o coração ta tão quentinho de pensar em você e nos verões que teremos. Me perdoe Floripa, mas quero um amor baiano com você. Pode até ser fluminense. Ou mineiro. Mas de interior. Feito a gente, interiorano. Do interior da parte de dentro. Onde te guardo. 
Me apaixonei por você, só pelo fato de você existir. Dai conversei com você e vi que meu coração sentiu o que meus olhos já tinham constatado. Sou meio assim, ou bate ou não bate. E minhas melhores paixões bateram no se ver. Eu tinha um relógio de zebra. Você tinha um relógio azul. E é tão bom apaixonar. E ao mesmo tempo não esperar nada em troca. Aprendi, finalmente, a ser leve. Ou estou aprendendo. Leve, feito leve pluma muito leve, leve pousa. 
Vem pousar do meu lado, vem? 
Mas não precisa ser agora. Até porque não queria me apaixonar agora. Mas a vida prega peças. Me apaixonar justo agora que to querendo conquistar o mundo? 
Lorena vai embora. Mas Lorena tem aprendido que quer voltar. Qual o lugar que você gostaria de estar? Me fiz essa pergunta outro dia. 
Ontem, na verdade. Sai para comprar umas coisas, voltei para o hostel com vontade de fazer capuccino e me sentir em casa. Casa. Minha casa agora é BH.
A minha primeira grande viagem foi para fugir. Achei que essa agora fosse para encontrar. Mas dai, no intervalo dessas grandes viagens fiz muitas pequenas grandes outras, conheci amigos, amores e lugares. Não procurava nem fugia. Mas redescobri o significado de 'casa' e 'amigos'. Minha casa é Beagá.
E você, aonde está? 
Conhece Navegantes? É aqui que eu estou. Não por escolha. Mas indiretamente por escolha. Não achei nada de especial por aqui. Mas encontrei, por entre essas ruas e olhando o mar, estas palavras. 

Quero cheirar seu cabelo. 

Olha, eu não quero te assustar, mas se você deixar, a gente vai se divertir muito. Loucos, livres e leves. 
Vou ali conhecer um pouco do mundo e volto. 

Lorena foi embora, mas dessa vez volta. 

Cultivo pequenas mentiras 










das camas alheias que dormi
era a mesma pira. a mesma loucura. a mesma energia caótica. criativa. sexual. era sempre ele dentro do outro. como que se subconscientemente eu buscasse.
"meus modos por vezes abomináveis, podem ser meigos. Virei um bebado enquanto envelhecia. Por que? Porque gosto do extase da mente. Sou um desgraçado. Mas amo o amor". j.k.
"contudo este livro é para que não importa como você viaje, quão 'bem-sucedida' seja sua jornada, ou abreviada, você sempre aprende alguma coisa e aprende a mudar seus pensamentos." j.k
Leve meus 24.
feito falo
feito pica
esse é o amor
que me fabrica

feito fabrício
fabrica esse amor de pica
Um dia te esqueço num espirro.
eu vou morrer jovem
não preciso de dinheiro
nem de futuro


"Odeio esse pessoal que tem dresscode pra vida."
"Melhor morrer de vodca que de tédio" v.m.
 às vezes ácida
Desapegar
Conforme a sorte manda e o acaso faz

beijo bom é beijo de amigo.
que te beija a alma. mesmo ainda estando de roupas.
ficaria, horas e horas a fio, como já o fez. sentindo a sua respiração no meu rosto. dos rostos se abraçando entrelaçados. o toque da carne sensível na minha carne sensível. enrolar de corpos, fluidos. troca de lados, de tatos. respiração. ofegante. bailando juntos o teu corpo no meu. trocando assim, com a línguas carícias sinceras. sentindo seu lábio, correndo devagar o mais sensível de mim. me impedindo de gemidos, gestos, palavras. minutos a fio, horas. conectados pelo sabor um do outro. fluidos. e esta seria a única conexão corporal estabelecida. mas que parece conectar com o mais intimo de nós.



falo de beijo.
beijemos mais.
sem pressa.
beijo. apenas beijo.
erremos sempre em que tivermos a chance.
mais beijos


animal

me embrigado. noites e dias seguidos na boemia. como se necessitasse adormecer ou acordar algo. encho o sangue de álcool. raleio. como quem raleia os sentimentos. fazendo-os, mais fracos, mas também maiores. paradoxo. porque não poderia ser diferente. a boemia que não lhe pertencia, mas era tão sua. como os cigarros que começou a fumar e não eram seus. os experiências que começou a apropriar de forma tão animalesca para que assim, feito animal irracional fossem suas. mas era tudo premeditado. calculado. pensado. friamente. subconscientemente. queria se apropriar de experiencias, cigarros, cervejas, corpos, falos, bocetas. que não eram suas. mas lhe pertenciam. como se assim. se só assim pudesse, de alguma maneira, pertencê-lo. se jogava no que não era. nas aventuras que não eram suas, mas eram tão suas. porque ele não era seu. mas era tão seu. feito bicho.
Falo sobre falácias flácidas
O coração, estúpido que é, palpita
Feito pica
Do amor que já foi e inda é
"de repente, valerie levantou a cabeça e começou a conversar comigo. falava rápido, ansiosa. 
- valerie - eu a interrompi - a gente não precisa conversar. a gente não tem que conversar." (c.b)

esses primeiros encontros sempre me atormentam. o que vamos conversar. esse é meu grande medo. de quando, pelo nervosismo e ansiosidade, o clima pesa. e você arranja palavras, como que para cortar a atmosfera pesada que se cria. é o medo absurdo das primeiras amizades e amores. esse laço que vai ser criado. e tudo depende das primeiras palavras. do primeiro assunto. a primeira conversa. converso nervosamente. rápido. sem fim. em meio a risos. nervosos. mas a gente não tem que conversar. e se o silêncio não pesa. ai sim, cria-se laços. a gente não precisa conversar.
Deitei devagar a vida para fora da cama. Com preguiça do próprio despertar .
“I am still so naïve; I know pretty much what I like and dislike; but please, don’t ask me who I am. A passionate, fragmentary girl, maybe?”
Plath