ainda há alguma coisa
"Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles."
E eu tenho a infeliz mania de não desistir tão fácil.
Seria defeito insistir no erro ou uma qualidade por tentar além das forças?
Sempre acho que ainda há alguma coisa boa para ser vivida.
Dois dedos de vodka
Não, eu não fiquei a minha vida toda esperando um sentido para qualquer coisa. (Fecha a porta que agora é entre nós e só.) Tenho me sentido um pouco só, como se eu não soubessse a direção que deveria tomar. Então tomo vodka. É a única coisa que tem matado essa minha sede sei lá de que. Mas sem gelo, suco ou açucar, assim mesmo, vodka e só ela, transparente. Outro dia, num desses dias que a gente só quer morrer um pouco, coloquei um vinil antigo no som, sentei no sofá com uma garrafa ao lado e fiquei horas olhando o meu copo cheio daquele líquido transparente, tentando achar algum sentido qualquer em qualquer coisa. Percebi que em toda a minha vida eu havia sentido uma coisa: uma ingratidão profunda e uma solidão confortadora.
Lorena Borges
texto de: ovenenoantimonotonia.blogspot
Macau
Alguém já ouviu falar de Macau? Esse nome não tinha se passado em minha vida, e veio com tanta intensidade quando recebi um cartão-postal de lá. Mas que diabos alguém estaria fazendo em Macau? Aliás, onde fica essa porra? Eu nem sabia que era país! (aliás, nem sei ainda se é país, parece ser uma região do oriente, porque no cartão havia um monte daqueles simbolozinhos engraçados que os chineses e japoneses usam). Por mim era o nome de uma tribo indígena ou de uma currutela qualquer no Mato Grosso. Que diabos ela foi fazer em Macau, como ela foi parar lá? A infeliz sumiu de uma vez e me vem agora com um cartão-postal de lá. Nem sei que idioma falam! A maldita infeliz filha de uma rapariga vai embora e me manda apenas um cartão-postal, e eu com essa saudade toda. Mas era isso mesmo que ela queria não é? Essa saudade. Isso mesmo que ela sempre buscou, fazer falta. Pois então sinta-se feliz, eu aqui só com um cartão-postal e essa saudade.... e você aí em Macau, fazendo sabe-se lá o que (ó, e mestre google me mostra, lá eles falam português, será que também sofreram com a reforma ortográfica?) Talvez esteja comendo um camarão tomando um suco de alguma fruta exótica, enquando acende um cigarro e vê o por-do-sol, afinal aqui são 5 da manhã e eu perdi a noite toda de sono devido a um bendito cartão-postal de Macau.
É bom saber que num lugar distante alguém pensa em você...

Lorena Borges
texto de: ovenenoantimonotonia.blogspot
Lucas era chuva.
E assim como ela adquiria a intensidade que quisesse.
Lorena Borges
texto de: ovenenoantimonotonia.blogspot
Quando a gente começa a agradecer ao invés de amaldiçoar as coisas ficam muito mais fáceis.
Essa foi a primeira lição do ano. E não é conformismo não. É agradecer pela dor sim, pela dor de estar vivo. Agradesci pela dor que senti e hoje agradeço pela alegria!
To bem, to feliz, to forte, to até idiota de tão contente de pela primeira vez em muito tempo ter feito a coisa certa.
Lorena Borges
A mais nova velha amiga
Hoje eu sinto uma necessidade enorme em escrever.
Mas fiquei tanto tempo sem me deparar com as letras que não sei por onde começar, há tanta coisa. Não sei se tudo começou por cousa de um avião ou de um palavrão.
Ele perdeu o avião. Ele, hoje, perdeu a razão.
Poderia ficar brava por ele não ter sido forte, mas eu não tenho o direito de julgar ninguém. Justamente eu, que, por não ter sido forte causei tantas coisas.
De qualquer maneira hoje eu decidi viver, e a cada dia dessas férias eu tenho acordado e agradescido. Abro a janela e respiro. É bom viver, por mais que doa.
Já cheguei a beira da loucura muitas vezes, e essa noite eu cheguei novamente. Mas existem várias loucuras, e essa era uma loucura boa.
Porque era libertação.
Era assumir a burrice da minha vaidade que causou isso tudo.
Poderia ficar brava por ele não ter sido forte. Mas ele foi, ele teve a coragem de colocar tudo o que se passou em papel. Eu nunca tive a coragem de escrever, e tento só agora, de maneira confusa. Quem não sabe da história talvez nunca entenda o que escrevo e essa seja somente mais um texto consfuso. Mas creio que outras pessoas já passaram o que passamos, há sempre uma certa semelhaça em toda as histórias, creio eu.
Desde do começo foi muito sobre força. Mas é esta mesmo a questão? A vida é medida por momentos em que fomos fortes e momentos em que fomos fracos? A vida não tem medida.
Assim como as dores tambem não.
Não há medidas pois não podemos calcular o seu tamanho.
Hoje eu resolvi ser diferente, parei de pensar se fui forte ou fraca. Eu fui forte quando deveria ser forte e fui fraca quando deveria ser fraca. Não é uma aceitação boba, não é conformismo, eu apenas sei que fui o que deveria ter sido. Fui Lorena quando preciso, fui filha do Luiz quando convinha ou até mesmo irmã da Laryssa. Hoje, somente hoje, eu não tenho nome. Hoje eu fiz amizade comigo mesma e me convidei pra passear.
É bom estar em paz, ser uma boa companhia para você mesma. Acho que eu deveria ter feito amizade comigo mesma ha mais tempo.
Porque, hoje, ser sozinha não dói.
Lorena Borges
texto de: ovenenoantimonotonia.blogspot
Ausência
Quando eu falo de ausência eu quero é saber se você sente falta de se sentar comigo na varanda e ficar olhando o nada.
Se você sente falta do bom dia logo cedo.
Se você sente falta dos sorrisos e dos socos.
Se você sente falta da falta de assunto, do silêncio, do cantar desafinado.
Se você sente falta das piadas sem graça, das histórias sem fim e da imaginação fértil.
Se você sente falta das mudanças de canal a cada meio segundo.
Das pizzas de quatro queijo.
Dos chops, dos banheiros, dos pores-do-sol, dos picolés, das lágrimas, do colo, da chatisse.
Se você sente falta da minha falta de jeito numa festa com todos os seus amigos ou do meu tédio aos domingos.
Quando eu falo de ausência eu falo é desse nó no peito que sinto quanto to feliz, quanto to triste, quando to viva ou meio morta assim...
Se você sente falta do bom dia logo cedo.
Se você sente falta dos sorrisos e dos socos.
Se você sente falta da falta de assunto, do silêncio, do cantar desafinado.
Se você sente falta das piadas sem graça, das histórias sem fim e da imaginação fértil.
Se você sente falta das mudanças de canal a cada meio segundo.
Das pizzas de quatro queijo.
Dos chops, dos banheiros, dos pores-do-sol, dos picolés, das lágrimas, do colo, da chatisse.
Se você sente falta da minha falta de jeito numa festa com todos os seus amigos ou do meu tédio aos domingos.
Quando eu falo de ausência eu falo é desse nó no peito que sinto quanto to feliz, quanto to triste, quando to viva ou meio morta assim...
Lorena Borges
In a little while
Surely you'll be mine
In a little while... I'll be there
In a little while
This hurt will hurt no more
I'll be home, love
When the night takes a deep breath
And the daylight has no air
If I crawl, if I come crawling home
Will you be there?
In a little while
I won't be blown by every breeze
Friday night running to Sunday on my knees
That girl, that girl, she's mine
Well I've known her since,
Since she was
A little girl with thoes tiny eyes
When I saw her first in a pram they pushed her by
Oh my, my how you've grown
Well it's been, it's been... a little while
Surely you'll be mine
In a little while... I'll be there
In a little while
This hurt will hurt no more
I'll be home, love
When the night takes a deep breath
And the daylight has no air
If I crawl, if I come crawling home
Will you be there?
In a little while
I won't be blown by every breeze
Friday night running to Sunday on my knees
That girl, that girl, she's mine
Well I've known her since,
Since she was
A little girl with thoes tiny eyes
When I saw her first in a pram they pushed her by
Oh my, my how you've grown
Well it's been, it's been... a little while
U2
na hora da minha morte, amém
"Eu não estou esperando por esse homem que não é só esse mas todos e nenhum como uma sede do que nunca bebi sem forma de águas apenas na estreiteza do aquiagora eu espero por ele desde que nasci e desde sempre soube que na hora da minha morte misturando memórias e delírios e antevisões um pouco antes a última coisa que perguntarei seria um mas onde está mas onde esteve esse tempo todo (...) Então você sempre esteve aí uma vida de procuras sem te achar e silêncio para então morrer de morte morrida sem volta de vida gasta marcada de muitas cicatrizes de vida retalhada por muitos cortes mas nunca mortais a ponto de impedir este ridículo ate na hora de minha morte amém."
Caio Fernando Abreu
lúcida
Tenho tido sonhos muito vividos. Sinto o gosto, o cheiro, escuto coisas tão mais que reais que na própria realidade. Nos meus sonhos eu escrevo. O pior, nos meus sonhos eu sei escrever! Sou muito mais eu quando sonho, eu pareço viva. Sou muito mais real sonhando, tomo decisões que me são cabíveis, vivo com intensidade, sinto as coisas de uma maneira estraordinária, até as cores são mais vivas.
Tenho tido sonhos muito vividos.
Tenho vivido nos sonhos.
Lorena Borges
em construção
Eu não sei o que fazer de mim; então, hoje eu quis morrer. Mas só um pouquinho. Na verdade, quero todsos os dias, mas acabo permanecendo viva. Para o meu desespero, eu existo.
E tudo à minha volta me lembra essa existência: meus sapatos, as roupas que usei ontem e agora estão dobraas em cima da cadeira, os livros organizados na estante, a lista de tudo o que não fiz [nem vou fazer] pregada na porta da geladeira. E ele, o espelho. Que fique claro, eu não sou a imagem do espelho. Ela aparece pronta a cada vez que eu me aproximo dele.
Isso está errado. Quando eu olhar no espelho, leia-se: em construção.
Eu queria me encontrar assim, no susto, virando a esquina e dando de cara comigo:
- Oi!
Agora vamos ter os girassóis
Do fim do ano
E o calor vem desumano
Tudo irá se expandir
Crescer com as águas
Quiçá, amores nos corações
E um santeiro,
Milagreiro
Prevê a dor
De terceiros
E diz que a vida
É feita de ilusão
E um santeiro,
Milagreiro
Prevê a dor
De terceiros
E diz que a vida
É feita de ilusão
Aquela que um dia o fez sonhar
Se foi com o outro
No dia em que os dois
Se casariam por amor
Ele aluou
Hoje o seu pesar
Cintila nos varais
Usou as sete vidas
E não foi feliz jamais
Toda a imensidão
Passou pela vida
E foi cair na solidão
Mais um santo para esculpir é o que lhe vale
Pra evitar que o rancor suas ervas espalhe
Agora vamos ter os girassóis
Do fim do ano
E o calor vem desumano
Tudo irá se expandir
Crescer com as águas
Quiçá, amores nos corações
E um santeiro,
Milagreiro
Prevê a dor
De terceiros
E diz que a vida
É feita de ilusão
E um santeiro,
Milagreiro
Prevê a dor
De terceiros
E diz que a vida
É feita de ilusão
Aquela que um dia o fez sonhar
Se foi com o outro
No dia em que os dois
Se casariam por amor
Ele aluou
Hoje o seu pesar
Cintila nos varais
Usou as sete vidas
E não foi feliz jamais
Toda a imensidão
Passou pela vida
E foi cair na solidão
Mais um santo para esculpir é o que lhe vale
Pra evitar que o rancor suas ervas espalhe
rugas
Muito cedo em minha vida ficou tarde demais.
Quando eu tinha dezoito anos já era tarde demais. Entre dezoito e vinte e cinco anos meu rosto tomou uma direção imprevista. Aos dezoito anos envelheci. Não sei se é assim com todos, nunca perguntei. Creio que alguém já me falou dessa investida do tempo que às vezes nos acomete na primeira juventude, nos anos festejados da vida. Esse envelhecimento foi brutal. Eu o vi apossar-se dos traços um a um, alterar a relação que havia entre eles, aumentando o tamanho dos olhos, fazendo mais triste o olhar, mais definida a boca, marcando a testa com rugas profundas. Não tive medo e observei o envelhecimento do meu rosto com o interesse que teria dedicado a uma leitura. Sabia também que não estava enganada, que um dia ele ficaria mais lento, tomando seu curso normal. As pessoas que haviam me conhecido à época de minha viagem à França, quando eu tinha dezessete anos, ficaram impressionadas quando me reviram dois anos mais tarde, com dezenove. Aquele rosto, novo, eu o conservei. Foi o meu rosto. Envelheceu também, é claro, mas relativamente menos do que devia. Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.
Duras.
Mauricio
Já não sei dizer se ainda sei sentir.
O meu coração já não me pertence.
Já não quer mais me obedecer.
Parece agora estar tão cansado quanto eu.
Até pensei que era mais por não saber que ainda sou capaz de acreditar.
Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem.
Às vezes faço planos. Às vezes quero ir para algum país distante
e voltar a ser feliz.
Já não sei dizer o que aconteceu.
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu.
Se meu desejo então já se realizou.
O que fazer depois, pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim.
O meu coração já não me pertence.
Já não quer mais me obedecer.
Parece agora estar tão cansado quanto eu.
Até pensei que era mais por não saber que ainda sou capaz de acreditar.
Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem.
Às vezes faço planos. Às vezes quero ir para algum país distante
e voltar a ser feliz.
Já não sei dizer o que aconteceu.
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu.
Se meu desejo então já se realizou.
O que fazer depois, pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim.
Legião Urbana
Together
You and me forever
We belong together
And we'll always endeavor
Throughout any type of weather
You want everything to be just like
The stories that you read but never write
You gotta learn to live and live and learn
You gotta learn to give and waste your term
Or you'll get burned
We belong together
And we'll always endeavor
Throughout any type of weather
You want everything to be just like
The stories that you read but never write
You gotta learn to live and live and learn
You gotta learn to give and waste your term
Or you'll get burned
The Racounters
my hot hot sex
"Não sei mais quem sou, se sou, ou o quê restou do que eu era. Sei o que nunca mais serei. Cansei de ser Lolita, hoje estou muito mais para femme fatale. Os sonhos que um dia foram construídos com açúcar tornaram-se pesadelos construídos com pimenta. Deixei de acreditar em finais felizes, típicos de contos de fadas, eles simplesmente não existem. A inocência foi levada pela ilusória sensação de amor, só restou o ódio.
A ‘‘bonequinha’’ quebrou sua redoma de vidro e foi viver sua vida. Os sons que antes se assemelhavam àqueles de caixinha-de-música, apropriados para embalar doces sonhos, hoje se transformaram em gritos e ruídos marcados pelo som pesado da guitarra. Os lugares que eram límpidos e gramados foram substituídos por sujos espaços localizados em qualquer cenário underground. Provo de um suave veneno, tento me manter cool.
A música vai chegando aos meus ouvidos através do fone de ouvido fodido do meu mp3, ela me distrai da vida. Na maioria das vezes, só tenho a música, ela está comigo em qualquer lugar, em qualquer momento, me dando orgasmos múltiplos e me mantendo viva. Music is my hot hot sex.
Fico enjoada com a palavra amor, então vomito palavras cheias de repulsão, cuspo pensamentos aleatórios sem o menor sentido. Perco-me no meio de tantos padrões que são estabelecidos. Alucinações, calafrios e suspiros. Busco por mim mesma e desisto de me encontrar. A candura daquela meiga menininha se esgotou e nunca mais voltará a existir. A doce menininha cansou, virou as costas e nunca mais regressará."
Desconhecido
idiota esperança
É preciso ferir-se um pouco. Ou muito.
É preciso sentir o próprio veneno.
É preciso sentir a dor feita por decisões precipitadas e erradas.
É preciso sentir as consequencias.
É preciso sofrer, sangrar...
É preciso ter esperança de que um dia se cure.
É preciso sentir o próprio veneno.
É preciso sentir a dor feita por decisões precipitadas e erradas.
É preciso sentir as consequencias.
É preciso sofrer, sangrar...
É preciso ter esperança de que um dia se cure.
É preciso (?)
Sinto que é preciso fazer alguma loucura qualquer. Pegar uma carona, partir pro mundo e deixar tudo pra trás. Não pensar em solidão quando sempre fui sozinha.
É preciso cometer algumas loucuras. É preciso sair para o mundo porque ficar aqui não tem adiantado muita coisa. É preciso sair e conhecer gente nova, conhecer as pessoas erradas, porque estou cheia das pessoas certas que insistem em entrar na minha vida na minha hora errada. Estou cheia de tentar ser a pessoa certa, de seguir regras, de ser moral. É preciso conhecer as pessoas erradas.
É preciso sentir o meu próprio veneno. É preciso sentir o vento no rosto, o cheiro da manhã e qualquer coisa boa que possa vir com o sol. É preciso esquecer o que ficou para trás e ir em frente. É preciso tentar. É preciso chorar.
É preciso estar em paz, era só o que eu queria. Aceitar a minha solidão, aceitar a minha loucura e partir...
Embora eu seja touro e terra me sinto bem mais a vontade com o vento...
É preciso ferir-se um pouco. Ou muito.
É preciso sentir o próprio veneno.
É preciso sentir a dor feita por decisões precipitadas e erradas.
É preciso sentir as consequencias.
É preciso sofrer, sangrar...
É preciso ter esperança de que um dia se cure.
É preciso cometer algumas loucuras. É preciso sair para o mundo porque ficar aqui não tem adiantado muita coisa. É preciso sair e conhecer gente nova, conhecer as pessoas erradas, porque estou cheia das pessoas certas que insistem em entrar na minha vida na minha hora errada. Estou cheia de tentar ser a pessoa certa, de seguir regras, de ser moral. É preciso conhecer as pessoas erradas.
É preciso sentir o meu próprio veneno. É preciso sentir o vento no rosto, o cheiro da manhã e qualquer coisa boa que possa vir com o sol. É preciso esquecer o que ficou para trás e ir em frente. É preciso tentar. É preciso chorar.
É preciso estar em paz, era só o que eu queria. Aceitar a minha solidão, aceitar a minha loucura e partir...
Embora eu seja touro e terra me sinto bem mais a vontade com o vento...
É preciso ferir-se um pouco. Ou muito.
É preciso sentir o próprio veneno.
É preciso sentir a dor feita por decisões precipitadas e erradas.
É preciso sentir as consequencias.
É preciso sofrer, sangrar...
É preciso ter esperança de que um dia se cure.
Lorena Borges
Making vows that just can't work right
Quisera eu ser forte. Mas não, já percebi, não sou. Estou sempre fazendo promessas das quais não posso cumprir. Estou sempre me arrependendo e voltando atrás. Estou sempre fazendo as coisas erradas. Tenho encontrado as pessoas certas, vivido e convivido com os caras certos, mas na minha hora errada.
amém
"Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. (...) Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. (...) Sinto uma dor enorme de não ser dois e não poder assim um ter partido, outro ter ficado com todas aquelas pessoas"
Caio Fernando Abreu
tô sem idéia. sem vontade de descrever. de nada. não tenho a mínima idéia do que virá a seguir. inércia é meu sobrenome. ando tão feio. tão sem assunto. me assusto. ninguém mais há em minha volta. tô cansado da minha companhia. só falo besteira. não digo nada com nada. preciso exercitar a pena. se ela se move que seja na minha mão. trêmula e bolorenta. mesmo que seja para ser mais um papel sujo. se isso fosse uma folha em branco, você podia desenhar, descansar a vista. ou escrever um bilhete suicida. mas eu passei primeiro e... se você não se importa, rabisque por cima. por mim tanto faz. acho até que vou tomar um bagaço e ver no que dá. vou à torre de Belém olhar o Tejo. matar o tempo pra não me matar, esse é o meu nome. fiquei nos quartos dessa casa em Benfica o dia todo, ouvindo rock lendo história em quadrinho. boa noite. talvez alguém leia e curta isso aqui. tanto faz. embora tudo que mais quero nessa porca vida é te botar feliz. bagaço basta o meu e o da uva.
dois ponto três lisboa
tô sem idéia. sem vontade de descrever. de nada. não tenho a mínima idéia do que virá a seguir. inércia é meu sobrenome. ando tão feio. tão sem assunto. me assusto. ninguém mais há em minha volta. tô cansado da minha companhia. só falo besteira. não digo nada com nada. preciso exercitar a pena. se ela se move que seja na minha mão. trêmula e bolorenta. mesmo que seja para ser mais um papel sujo. se isso fosse uma folha em branco, você podia desenhar, descansar a vista. ou escrever um bilhete suicida. mas eu passei primeiro e... se você não se importa, rabisque por cima. por mim tanto faz. acho até que vou tomar um bagaço e ver no que dá. vou à torre de Belém olhar o Tejo. matar o tempo pra não me matar, esse é o meu nome. fiquei nos quartos dessa casa em Benfica o dia todo, ouvindo rock lendo história em quadrinho. boa noite. talvez alguém leia e curta isso aqui. tanto faz. embora tudo que mais quero nessa porca vida é te botar feliz. bagaço basta o meu e o da uva.
Chacal
É preciso ir em busca da cura
Há algo errado. E os minutos correm apressadamente.
Melancolia s.f (gr. melancholia, de melanos, sombrio e chole, fel) 1. Depressão intensa vivenciada através de um sentimento de dor moral e caracterizada por diminuição psicomotora e por idéias de suicídio. 2. característica dominante de qualquer coisa que inspira tristeza.
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