"Odeio circos. Aliás odeio tudo que me encanta e depois vai embora."
querer ser importante é vaidade.
tornando-se uma estranha.

not this time,but

i wont glorify or romanticese hertbreak
for me it was a kind of death
and i was forced to keep living

It's a long way

Arrenego de quem diz
Que nosso amor se acabou
Ele agora está mais firme
Do que quando começou

"Quem sofreu o teu domínio te conhece." (blake)
"Antes que nutra desejos irrealizáveis, é melhor matar a criança no berço." (blake)
Acordei com umas saudades.

"I wonder how I'll wear my hair when I'm thirty" (elise cowen)
Se você é jovem, deveria estar nas ruas protestando. E eu, mais uma vez, não consigo me encaixar. Os pássaros no céu dão vez aos helicópteros que não cessam.

A França de hoje não é o que é graças ao pacifismo. Hoje vejo o pacifismo como uma ferramenta de opressão. A mídia não parar de reforçar o pacifismo, de ressaltar as manifestações como protestos de paz. e os próprios manifestantes tem rechaçado a violência. Mas revoluções não são feitas apenas com cartazes em punho. Se estamos em luta por um Brasil melhor e por mudanças devemos dar a cara a tapa. Devemos ver que esse pacifismo que a mídia impõe é uma ferramenta de opressão. Querem nos dar o direito ao protesto, mas não querem nos dar o direito à revolução. A violência está aí e acontece todos os dias. Todos os dias somos mortos, violentados, estuprados pelo governo que não mais nos representa. Estamos num ponto em que se continuarmos nesse pacifismo opressor nossos protestos se tornarão um carnaval temporão. É preciso lutar, invadir símbolos políticos, violentar o Estado que nos violenta. Tomar as câmaras, os palácios, as sedes governamentais que são nossas. É preciso invadir os órgãos administrativos públicos que são nossos por direito. As bancas de jornais nas ruas não tem nada a ver com isso. As lojas de trabalhadores também oprimidos não tem nada com isso. Mas a Cidade Administrativa é nossa. É preciso invadir os símbolos do poder governamental. Por que nós somos o poder. Nossa violência deve ser direcionada. Não contra policiais, lojas, ônibus, mas contra os símbolos políticos. O pacifismo opressor não me representa. Não me liberta. Não muda. Não muda nossa condição. É preciso lutar e ir em frente. Sem medo de bombas de efeito moral. Por que minha moral está intacta. Que as bombas de efeito moral caiam e ataquem os políticos e a mídia que nos oprime ao impor a passividade. A história foi marcada por guerras. E foram elas que causaram mudanças e rupturas. A Bastilha não foi tomada pacificamente com cartazes. Constantinopla não foi tomada por cartazes. Independências não foram feitas com cartazes.

 Nossa mudança não será feita com cartazes.
“i am not yours.
i did not make the long hard journey through and across the spirit world
to
be a man’s ocean.
my body is not yours.
my mouth is not yours.
my water is not yours.
nothing i am belongs to you
unless i decide
to
open my hand
and
give it to you.”
birthmarks,
só vim te ver para lembrar quem eu sou
sou feita menina de batom vermelho.
uma criança tentando ser mulher.

Joyce fala sobre nós dois

"Nós estivemos juntos por um ano e dez meses, apesar de que juntos provavelmente não é a palavra mais apropriada. Jack podia ir e vir na minha vida, aparecendo por poucas semanas ou talvez meses, e toda vez que ele partia eu nunca estava totalmente certa se o veria de novo. Fora ele ir em busca da solução que um novo destino parecia oferecer. Mas em 1957 não havia nenhum lugar na terra onde Jack poderia estar livre de seus próprios demônios. Ele era um homem que poderia viver apenas cada momento e que não fazia promessas, e desse modo ele era inescrupulosamente honesto e não fazia nenhum mal. Quando ele dizia “Adeus, até a próxima”, ele te deixava com a sua liberdade intacta, você querendo ou não esta liberdade."(In: Door Wide Open, a beat love affair - tradução por mim)



brotam no cimento, crescem onde não deveriam. com paciência e vontade exemplares, erguem-se com dignidade. sem estirpe, selvagens, inclassificáveis para a botânica. uma estranha beleza cambaleante, absurda... que enfeita os cantos mais cinzentos. elas não têm nada, e nada as detém. uma metáfora de vida irrefreável...que, paradoxalmente, me faz ver minha fraqueza. (in Medianeiras)
A vida de todo mundo parece mais bonita, interessante, badalada e legal do que a minha. Ninguém tem defeitos no facebook, são todos populares, cheios de amigos, que viajam sempre para lugares lindo e paradisiacos. Sai do facebook e parece que me tomei um antidoto contra algo muito ruim.

Gabriel Garcia diz em sua autobiografia “La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla”. É assim vejo o facebook, uma utopia sobre quem e como você gostaria que a sua vida fosse, então você a conta como sonha. E é isso o que vale, como você a conta.

Tudo tem seus prós e contras, e basta você saber para qual lado a sua balança pesa mais. Estou feliz sem. Reaprendi a manter contato com os amigos, reaprendi a conversar, reaprendi a ver o mundo. E sem facebook, ele parece mais feliz e real. É ótimo tomar um café com um amigo para ele me contar, pessoalmente e com seus detalhes, todas aqueles aventuras e desventuras que ele teve, que o facebook inteiro já sabe, e você não, mas que agora você sabe de um jeito único e especial. Os contatos se tornam mais verdadeiros. Longe da regra de ser popular, educado e politicamente correto que inconscientemente o facebook te estipula.

O facebook se fecha e o mundo se abre.

feita de letras minúsculas.
"That was part of the secret of living alone: make your space and everything around you so beautiful that loneliness simply doens't occur."
há um desdecidir constante.

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
‘Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
da vontade presente de dizer adeus

eu sujeito, objeto, modulável, topos, retórico, ficcional e real.
há 12 anos achei que esse dia nunca chegaria. chegou. normal como os outros.
me encontrar num susto.
Tive erros estratégicos na administração da vida

'do como me sinto hoje' ou 'não passei no mestrado'


Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
E assim que age o dominardor: tentando sempre definir e qualificar o dominado, sem perceber sua própria fragmentação.
perdida
em meus percursos
perversos silenciosos
só o fogo força  a pessoa a sair de seu castelo..

(...)
ando so young woman
here's the solution

itself the solution

I have always been at the same time
woman enough to be moved to tears
and man enough
to drive my car in any direction

(hettie jones)
"loneliness does not come from having no people around you, but frombeing unable to communicate the things that seem important to you."

(carl jung)




It is remarkable
worth remarking
how I am with you
how you are with me

(...)

(In-between is a place)

(shani mootoo)
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar

(martha medeiros)

com fotografias consolo a saudade do rapaz que fui, embora saiba que há muito se apagaram os sorrisos do teu rosto. envelhecemos separados, o eu das fotografias e o eu daquele que neste momento escreve. envelhecemos irremediavelmente, tenho pena, mas é tarde e estou cansado para as alegrias dum reencontro. não acredito na reconciliação, ainda menos no regresso ao sorriso que tenho nas fotografias. não estou aqui, nunca estive nelas. quase nada sei de mim. (al berto)

não sei nada


Conheço as palavras pelo dorso. Outro, no meu lugar, diria que sou um domador de palavras. Mas só eu - eu e os meus irmãos - sei em que medida sou eu que sou domado por elas. A iniciativa pertence-lhes. São elas que conduzem o meu trenó sem chicote, nem rédeas, nem caminho determinado antes da grande aventura.
Sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio. O que sofri, o que vim a saber com muito esforço fez inchar, rolar umas sobre as outras as palavras. As palavras são seixos que rolo na boca antes de as soltar. São pesadas e caem. São o contrário dos pássaros, embora «pássaro» seja uma das palavras. A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não interessa. Alguém que me procure tem de começar - e de se ficar - pelas palavras. Através das várias relações de vizinhança, entre elas estabelecidas no poema, talvez venha a saber alguma coisa. Até não saber nada, como não sei. (ruy belo)

aos amigos


Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
- Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.

Herberto Hélder

quando não tem quer. quando tem não quer.
"Jack took what you gave him, asked no more."
(Johnson, Minor Characters, p. 155)
não é amor.
é cilada.